MOSTRA DE VIDEODANÇA | VIDEO DANCE SHOWCASE

6 Out./Oct. | Quinta-feira/ Thursday | 18:00/6:00PM

Local/Venue: Auditório Osvaldo Azinheira – Academia Almadense

Duração total/Total duration: Aprox. 45’
Classificação etária/Ages: Maiores de 6/ 6 and above
Entrada gratuita (sujeita à lotação da sala)/Free Admission (limited to the capacity of the venue)

Informações/Information: +351 212 583 175 | quinzena@cdanca-almada.pt
Reservas/Tickets and reservations: +351 212 583 175 | exterior.producao@cdanca-almada.pt

MIRROR |ESPANHA|

©Rafaello Zeloncini

Realização e Coreografia: Nia Torres
Interpretação: Nia Torres e Diana Womndy
Música: Butterfly, por Leonie Pernet ft. Malik Dj oudi
Maquilhagem: Catalina Cáceres Salamanca
Direção de Fotografia/Câmara: Rafaello Zeloncini
Edição / Cor: Oscar Bermejo
Site Specific: Roketto Films & Studio
Produção / Co-Produção: Nia Torres & Roketto Films & Studio (Hideki Hono)

O espelho fala da imensidade da nossa própria construção de quem somos neste plano terrestre, até nos encontrarmos diante dos nossos padrões, ideais, crenças e não reconhecermos o nosso próprio reflexo. Só no espelho é que encontramos o espaço onde todas as nossas máscaras e “eus” podem coexistir, aceitando-nos uns aos outros como parte do mesmo ser.

Nia Torres (Barcelona, 29 anos) é bailarina especializada em danças urbanas (Hiphop, New Style, House). Formada em dança contemporânea, trabalho de chão e acrodança ao nível internacional com Sita Osmaither, Laia Santanach, Roseta Placencia. Estudou durante 3 anos com Kanga Valls (Musique Danza) diretora artística e coreógrafa da companhia KULBIK, e no teatro de dança com Guille-Vidal, Bea Verges e Ramón Ávila.
Trabalhou como bailarina e intérprete para Julien Rossin Cie (Marselha), Iron Skulls Co. na série Anticuerpos para o canal 33 e TV3, dirigida por Daniel Reisch, Zero Co. em Condukta, “Per tutta la vita”, Co. Salon de los Invisibles, e muitos outros. Diretora Artística do grupo de rap feminino ‘Machete en boca’ (Valência).
Formação contínua e investigação da dança e outras artes, como a videodança e conjugando-a com o ensino em workshops e escolas de dança urbana/contemporânea.

Duração: 3’47’’


CHRONOLOGY OF AN ALTERED UNCONSCIOUS |ARGENTINA|

©Florencia Hermida 

Realização e Coreografia: Florencia Hermida
Outros Créditos: Proyecto virtual art

Comecei a mover-me e a sentir com o meu corpo as repercussões das vozes das outras pessoas. O vídeo termina com uma frase em italiano “la gente no capisce niente” porque finalmente, no processo, compreendi que por muitas vozes que ouvisse, a decisão sobre a minha própria vida era apenas minha. Foi muito interessante encontrar o corpo em movimento com tantas dúvidas e tanto para resolver. Uma excelente forma de encontrar respostas e, mais importante ainda, de abrir mais questões.

Florencia Hermida é bailarina, professora e investigadora de movimento. Professora de dança jazz formada pelo Conservatório Fracassi, formou-se na Asociación Civil Arte XXI como intérprete de dança contemporânea. É instrutora de flexibilidade e instrutora de Pilates, atualmente a estudar Composição Coreográfica na UNA.
Trabalhou como intérprete nas companhias de dança “El desarmadero” e “Proyecto 101” e “Wandel”.
Além disso, dirigiu os vídeos de dança “Irreal”, “Nature Is Not Dumb, Part XXi”, “Sosiego” e realizou e interpretou o vídeo de dança “Chronology of an altered unconscious” para o projeto de Arte Virtual.
É também professora de Tango e de dança contemporânea.

Duração: 3’10’’


GRAVITY |HONG KONG|

©Linda Cheung

Realização: Paul Richard Shepherd
Coreografia: Peggy Ho Wing-lam
Interpretação: Charlene Lwy
Composição Musical: Paul Borchers (aka Yobkiss)
Videógrafo: LC Ray and Linda Cheung
Produção Executiva: Zoe Chan

Já lá vai muito tempo… Para nos concentrarmos em controlar o incontrolável e ignorar o extremo esgotamento da vida quotidiana, todos nós perdemos a cabeça – de uma só vez – juntos.
Mais cedo ou mais tarde, as quedas inesperadas acontecem: eu e tu, e todos os que conhecemos – partidos e espalhados em pedaços. Onde estão as nossas mentes? Encaixando em diferentes papéis da vida adulta com conflitos inevitáveis – sentes que te conheces a ti próprio?
Num súbito acontecimento cataclísmico global – eu, tu e todos os que conhecemos estamos unidos no nosso isolamento – trabalhamos isolados, estudamos isolados e lutamos isolados.
Embarcando numa viagem de autoconhecimento… isolados.
Eu e tu, e todas as pessoas que conhecemos – mascarados por inseguranças e exagero de estarmos sozinhos. Estaremos prontos para esta nova era de exploração da vida? Não temos escolha.
Sentados do nosso canto, isolados – eu, você e todos os que conhecemos – a olhar para a velha televisão que está a ser substituída pela nova tecnologia digital. Sentados como uma velha televisão à espera de ser substituída. A rapsódia começa com um espelho infinito – no canto da ousadia e do tédio. O som e o silêncio, que acompanham a fadiga e a loucura, representam a dissipação da interioridade.
O real está apenas fora do toque [humano]. A única verdade é a nossa pele – eu e tu e todas as pessoas que conhecemos. Somos os únicos verdadeiros, agora, isolados. Os nossos muitos “eus” para a conversa, para o conforto, para a introspeção. Agora o nosso único amigo vai dizer a verdade. Agora sabemos.

Paul Shepherd é um artista e cineasta experimental com vasta experiência em instalações de arte experimental, filme, e tecnologias de animação antigas e novas. Tendo trabalhado num laboratório de investigação na Universidade de Stanford, os seus filmes são frequentemente interativos, com qualidades magnéticas, sonhadoras, e escapistas. O seu trabalho também se concentra em filmes relacionados com os cuidados de saúde, para tornar os cuidados de saúde mais centrados no paciente.
Oriundo de São Francisco, Paul Shepherd ensina atualmente Animação e Artes dos Media na Universidade Baptista de Hong Kong.

Peggy Ho Wing-lam mantém de forma excecional colaborações criativas que dão uma vantagem ao seu trabalho e empurram os limites que a maioria dos bailarinos luta para ultrapassar. Isto tem ganho o seu considerável reconhecimento local e internacional, tanto em instituições formais como em entretenimento comercial. Os seus clientes incluem The Hong Kong Polytechnic University, City Contemporary Dance Company, Billy Chan Dance Concepts, Bedrex Dance Company, Aaron Kwok, Fiona Sit e muitos mais.

Duração: 3’37’’


OPEN DOOR / SECOND DOOR |BÉLGICA|

©Flakorojas

Realizador e Coreógrafo: Flakorojas

Após um longo período de espera, as portas finalmente abrem-se, mas quem quer que estivesse atrás delas já não sabe como sair. Uma e outra vez ele aproxima-se da fronteira, a fronteira entre o recinto e o mundo exterior, enquanto um relógio inquisitivo regista cada momento.

Flakorojas é um artista venezuelano. Licenciado pelo Instituto Superior de Danza e pela Escola de Literatura da Universidad Central de Venezuela.
Vive atualmente na Bélgica, trabalha como professor na companhia de dança Ultima Vez e é professor do IDOCDE (International Documentation of Contemporary Dance Education). Os seus vídeos e fotografias foram selecionados em mais de 80 festivais internacionais.

Duração: 03’04’’

https://flakorojas.wixsite.com/flakorojas


NOWHERE |MALÁSIA|

©SueKi Shalisa

Realização e Coreografia: SueKi Yee
Música: Rachel Morais
Escultura: Martin Toloku

Reconhecer a minha existência é já perceber a minha morte.
“NowHere” é um questionamento da minha existência em relação ao meu ambiente. O nosso ambiente reflecte-se no nosso ser e identidade; também nos refletimos no ambiente, através das nossas acções, das nossas relações, e do nosso impacto.
Quanto de mim ficará quando eu me for embora? É o sentimento de existir, e não existir, ao mesmo tempo. Vêem-se os meus reflexos, mas nunca me vêem.
As refrações distorcidas dos espelhos aludem a como até os reflexos podem ser uma ilusão, e como é impossível para nós perceber a totalidade de qualquer pessoa, com as suas múltiplas facetas na personalidade, identidades, papéis, e representações.

SueKi Yee é uma artista de dança oriunda da Malásia que é coreógrafa, interpreta e ensina, e está atualmente sediada na Alemanha e na Malásia. Interessada na versatilidade da dança, com uma curiosidade particular na improvisação e experimentação cruzada ou multidisciplinar. Recentemente, começou também a experimentar mais vídeo, fotografia, texto, e paisagem sonora nas suas criações.

Duração: 5’13’’


LA PIETÀ |ESPANHA|

©Blas Payri

Realização: Blas Payri
Coreografia: Blas Payri em colaboração com Lorenza Di Calogero e Raúl Huaman
Música: Blas Payri
Edição e Pós Produção: Blas Payri

Um grito inspirado nas palavras da mística Santa Teresa de Ávila (1515-1582). A energia do corpo e o movimento da câmara expressam os sentimentos da personagem, desde a solidão fria até à fusão mística.
A música e o processamento da cor foram criados pelo diretor e editor, a fim de se misturarem neste estilo “chiaroscuro”, onde as personagens emergem e evoluem num escuro universo sem limites.

Blas Payri é um artista de som e vídeo, e criou numerosas peças de videodança, incluindo a realização, edição e composição musical. Criou autonomamente música para cinema e teatro.
É professor de pós-produção audiovisual na Universitat Politècnica de València, Espanha.

Lorenza Di Calogero é bailarina em companhias internacionais nos Países Baixos, Bélgica, França e Espanha.

Raúl Huaman é bailarino, baseado em Montréal, com atividade internacional.

Duração: 6’54’’


WE ARE READY NOW |REINO UNIDO|


Realização: Jack Thomson
Coreografia e Interpretação: Jack Thomson

Os corpos navegam e organizam-se à medida que correm sozinhos, mas dançam juntos.
A paisagem competitiva é dominada por espaços públicos e pessoais.
As ações funcionam como os únicos marcadores no tempo, uma vez que são reduzidas a imagens perceptíveis e esquecíveis.
Em que ponto estamos neste momento?
Indivíduos ligados inconscientemente através de modelos invisíveis de dinâmica social, capturados no contentor do agora.

Nascido em York, Jack Thomson é um artista de dança, com prática em performance, fotografia e cinema. Licenciado pela The Rambert School, em 2015/2016 foi beneficiário de uma Bolsa Criativa Weston Jerwood para desenvolver-se ainda mais como artista.
Como intérprete, Jack dançou peças de coreógrafos Mark Baldwin, Shobana Jeyasingh, Izik Galli, Caroline Finn, Alexander Whitley, Kate Flatt, Anthony Middleton, Ohad Narhin, Willi Dorner e REDHA. Trabalhou com companhias como Phoenix Dance Theatre, English National Opera, Royal Opera House e The Hepworth Wakefield.
Como artista que também trabalha com imagens fixas e em movimento, Jack já teve várias exposições do seu trabalho fotográfico e contribuiu para a publicação Mode & Motion. Em 2017 realizou e coreografou o filme de dança “Business is Brutal”, que foi exibido em mais de 40 festivais de cinema e ganhou “Melhor Interpretação” no Festival de Cinema InShadow (2018) e Melhor Filme de Arte/Artista Led no Festival de Cinema Novo Renascentista (2018).
“Os meus interesses pessoais, multidisciplinares e o meu trabalho desenvolveram-se a partir da combinação dos interesses de fora e de dentro do estúdio de dança. A maior parte do trabalho que faço é em grande parte sobre a relação entre o corpo em movimento e a câmara e o contexto em que estes dois se juntam”.

Duração: 1’19’’

http://www.jack-thomson.com


IN IT |COREIA DO SUL|


Cinematografia: Kim Deukjoong
Direção de Edição: Kim Youngkwang
Coreografia: Kim Sungyong

Vivemos numa vida diferente. Por corpo, coração e pensamento.
É uma época difícil. Mesmo assim, a vida continua. Quando todos estão em luta, mais vale apenas estar lá, do que tentar fazer algo melhor.
Neste momento, ponderamos sobre como superar estas dificuldades. A resposta não parece ser muito diferente da vida. Assim como a vida vale a pena ser vivida, a dança vale a pena dançada.

Kim Deukjoong é um artista de vídeo que trabalha ativamente na Coreia como realizador, filmando e produzindo documentários e muitos vídeos nacionais e internacionais. Alguns dos seus principais trabalhos são: Filmagem do documentário ‘Things I Want to Draw’; filmagem da campanha da Hyundai Motors; filmagem de vídeos musicais da S.E.S.; filmagem do Lexus Creative Masters; edição da série documental da EBS “Do you have a younger brother too?”

Kim Sungyong foi o mais jovem vencedor do prémio de ouro no Concurso de Dança Donga, que é um dos mais prestigiados concursos da Coreia. Foi também o primeiro coreano a ganhar uma medalha de prata depois de avançar para a final num concurso internacional de dança, o 3º Concurso Internacional de Ballet & Dança Moderna do Japão. Recebeu o prémio de melhor bailarino coreano de Dance Vision Korea em 2008. Ganhou prémios em 5 categorias por atuar no evento de dança mais respeitado – “Cho-In”, o 34º Festival de Dança de Seul, na Coreia. Os seus registos servem como prova de que Kim Sung Yong ganhou reconhecimento como um dos melhores bailarinos e coreógrafos da Coreia. Desde 2017, tem sido diretor artístico e coreógrafo da Daegu City Dance Company.

Duração: 5’31’’


SOLO |BIELORRÚSSIA|

©Uladzimir Slizhyk 

Realização: Uladzimir Slizhyk
Coreografia: Ivan Slizhyk
Camera e Edição: Uladzimir Slizhyk

Este filme questiona as noções de espaço vazio, do corpo digital e do isolamento.
“Falhas” causadas por erros de sistema/rede, que aparecem num corpo digital de vez em quando, configuram uma percepção diferente de um corpo. E é intrigante para mim como é que essa “falha” na identidade visual do corpo em movimento no ecrã pode ajudar a reconfigurar a empatia cinestésica de um espetador.

Uladzimir Slizhyk nasceu em 1993 na Bielorrússia. Após concluir um curso em Tecnologias da Informação (BSUIR, 2011-16), começou a combinar os conhecimentos adquiridos com a investigação do movimento de dança contemporânea através de diferentes projetos interdisciplinares na Bielorússia e no estrangeiro. Como parte da Companhia de Dança TREMORS, recebeu prémios como o 2º Prémio no 7º Festival Tobina (2019, FR) e o 2º Prémio no 6º International Tanztheater Festival (2018, DE).
Além disso, formou-se no ‘Contemporary Art and Drama’ do European College of Liberal Arts na Bielorrússia (2018-19), e os seus projetos cinematográficos foram apresentados na 39ª edição do Asolo Art Film Festival (2021, IT), 9th International Dancefilmfestival (2020, BE), LICHTBLICK Video Exhibition (2020, DE), Ork Kota Platform (2019, HU), etc. Interessa-se pela investigação da dinâmica física do movimento, textura corporal, complexidade e liberdade de improvisação, e a sua intersecção com a poesia e a moldura da câmara.

Ivan Slizhyk é um artista de dança bielorrusso de 28 anos de idade. Em 2019 licenciou-se em ‘Arte e Drama Contemporâneo’ no Colégio Europeu de Artes Liberais da Bielorússia. Como parte da Companhia de Dança TREMORS, foi galardoado com o 2º Prémio no 7º Festival Tobina (2019, FR), 2º Prémio no 6º International Tanztheater Festival (2018, DE).
Criando relações entre tempo, movimento e espaço na sua prática artística, brinca com a perceção. A sua formação em psicologia proporciona a compreensão dos padrões de comportamento e está subjacente à sua pesquisa sobre o movimento. Também há um aspeto performativo na sua prática que se torna aparente dentro de uma interseção de fisicalidade e virtualização do corpo.

Duração: 3’16’’


THE CALLING |REINO UNIDO / GRÉCIA|

©Gil Mualem-Doron

Realização: Gil Mualem-Doron
Coreografia e Interpretação: Dimitris Galanakis

Este vídeo de dança subaquática, filmado junto a um navio naufragado perto de Tessalónica é uma perspetiva sobre as alterações climáticas e a vingança da natureza contada através do mito grego das sereias.

Gil Mualem-Doron é um artista premiado, social e politicamente empenhado. É também o fundador e diretor criativo do The Socially Engaged Art Salon, Brighton, trabalhando em vários meios, principalmente fotografia, arte digital, instalação e performance, utilizando práticas participativas. O seu trabalho investiga questões como a história urbana, justiça social, identidade, estética transcultural, migrações e deslocações. Tem sido exposto extensivamente no Reino Unido e no estrangeiro, incluindo Tate Modern, Turner Contemporary, Liverpool Museum, People’s History Museum, Turner Contemporary, Rich Mix London, ONCA (Brighton) Haifa Museum of Art (Israel), East66 – Centre for Urban Research (Amsterdão), e Detroit – Centre for Urban Ecology.
Mualem-Doron está representado em algumas coleções privadas e foi encarregado de criar obras para instituições como o Mayor of London, Counterpoints Arts, Platforma, e Ben & Jerry’s. Mualem-Doron recebeu prémios da Fundação Henry Ford, Chevening Award por liderança, e do Art Council England.

Dimitris Galanakis estudou Teatro na Universidade de Aristóteles de Tessalónica e está atualmente a estudar Dança Contemporânea no Programa ReDance, Vis Motrix.

Duração: 8’

http://www.gmdart.com/


MIRROR |SPAIN|

Direction and Choreography: Nia Torres
Performance: Nia Torres and Diana Womndy
Music: Butterfly, by Leonie Pernet ft. Malik Dj oudi
Make Up: Catalina Cáceres Salamanca
D.O.P. / Camera: Rafaello Zeloncini
Edition / Colorist: Oscar Bermejo
Site Specific: Roketto Films & Studio
Produced / Co- Produced: Nia Torres & Roketto Films & Studio (Hideki Hono)

Mirror speaks about the immensity of our own construction of who we are on this earthly plane, until we find ourselves in front of our patterns, ideals, beliefs and do not recognize our own reflection. Only in the mirror is where we find the space where all our masks and selves can co-exist, accepting each other as part of the same being.

Nia Torres (Barcelona, 29 years old) is a dancer specialized in urban dances (Hiphop, New Style, House). Trained in contemporary dance, floorwork and acrodanza at international level with Sita Osmaither, Laia Santanach, Roseta Placencia. She trained for 3 years with Kanga Valls (Musique Danza) artistic director and choreographer of KULBIK company, and in dance-theatre with Guille-Vidal, Bea Verges and Ramón Ávila.
She has worked as a dancer and performer for Julien Rossin Cie (Marseille), Iron Skulls Co. in the series Anticuerpos for canal 33 and TV3, directed by Daniel Reisch, Zero Co. in Condukta, “Per tutta la vita”, Co. Salon de los Invisibles, and many others. Artistic Director of the female rap group ‘Machete en boca’ (Valencia).
Continuous training and researching from dance and other arts, such as video dance and combining it with teaching in workshops and schools of urban/contemporary dance.

Duration: 3’47’’


CHRONOLOGY OF AN ALTERED UNCONSCIOUS |ARGENTINA|

Direction and Choreography: Florencia Hermida
Other credits: Proyecto virtual art

I began to move and feel with my body the repercussions of other people’s voices. The video ends with a phrase in Italian “la gente no capisce niente” because finally in the process, I understood that no matter how many voices I heard, the decision of your own life is only yours. It was very interesting to find the body in motion with so many doubts and so much to resolve. A great way to find answers and even more importantly, open more questions.

Florencia Hermida is a dancer, teacher and movement researcher. Jazz dance teacher graduated from the Fracassi Conservatory, she graduated from the Asociación Civil Arte XXI as an interpreter of contemporary dance. She is a Flexibility instructor and Pilates reformer instructor, currently studying Choreographic Composition at the U.N.A.
She worked as a performer in dance companies “El desarmadero” and “Proyecto 101” and “Wandel”.
In addition, she directed the video dance “Irreal”; “Nature Is Not Dumb, Part XXi”; “Sosiego” and directed and performed the dance video “Chronology of an altered unconscious” for the Virtual Art project.
She is also a Tango and contemporary dance teacher.

Duration: 3’10’’


GRAVITY |HONG KONG|

Direction: Paul Richard Shepherd
Choreography: Peggy Ho Wing-lam
Performance: Charlene Lwy
Music Composer: Paul Borchers (aka Yobkiss)
Videography: LC Ray and Linda Cheung
Executive Production: Zoe Chan

It’s been a very long time…
to focus on controlling the uncontrollable and ignoring the extreme exhaustion from daily life, we all lost our minds – at once – together.
Sooner or later, the unexpected befalls: me and you, and everyone we know – broken and scattered into pieces. Where are our minds? Fitting into different adult life roles with unavoidable conflicts – absence of minds – do you feel you know yourself?
In a sudden global cataclysmic event – me and you and everyone we know are unified in our isolation – we work isolated, we study isolated and we struggle isolated.
Embarking on a self-rediscovery journey…isolated.
Me and you, and everyone we know – masked by insecurities and exaggeration of being alone. Are we ready for this new era of life exploration? We have no choice.
Sitting from our corner, isolated – me and you and everyone we know – staring at the old television that is being replaced by new digital technology. Sitting like an old television waiting to be replaced… The rhapsody begins with an infinity mirror – at the corner of daring and bored – the minds within you are daunting. The sound and silence, coming along with fatigue and lunacy represents the dispel of inwardness.
The real is just out of [human] touch. The only truth is our skin – me and you and
everyone we know. We are the only real, now, isolated. Our many selves for conversation, for comfort, for introspection. Now our only friend will tell the truth. Now we know.

Paul Shepherd is an artist and experimental filmmaker with extensive expertise in experimental art installations, film, and old and new animation technologies. Having worked in a research lab at Stanford University, his films are often interactive, with magnetic, dreamy, and escapist qualities. His work also focuses on health-care related films, to make healthcare more patient-centred.
This glitch graphics geek has gadgets galore to blast your puny brain beyond the pixel galaxy. Your dreams wish they could be so color-saturated. Hailing from San Francisco, Paul Shepherd now teaches Animation and Media Arts at Hong Kong Baptist University.

Peggy Ho Wing-lam maintains exceptional form and creative collaborations giving an edge to her work and pushing boundaries most dancers struggle to overcome. This has earned her considerable local and international recognition in both formal establishments and commercial entertainment. Her clients include The Hong Kong Polytechnic University, City Contemporary Dance Company, the Billy Chan Dance Concepts, Bedrex Dance Company, Aaron Kwok, Fiona Sit and many more.

Duration: 3’37’’


OPEN DOOR / SECOND DOOR |BELGIUM|

Direction and Choreography: Flakorojas

After a long period of waiting, the doors finally open, but whoever was behind them no longer knows how to get out. Again and again he approaches the edge, the boundary between the enclosure and the outside world, while an inquisitive clock records the moments.

Flakorojas is a Venezuelan artist. Graduated from the Instituto Superior de Danza and the School of Literature of the Universidad Central de Venezuela.
He currently lives in Belgium, works as a teacher in the dance company Ultima Vez and is Key teacher of Idocde (International documentation of contemporary dance education). His videos and photographs have been selected in more than 80 international festivals.

Duração: 03’04’’

https://flakorojas.wixsite.com/flakorojas


NOWHERE |MALAYSIA|

Direction and Choreography: SueKi Yee
Music: Rachel Morais
Sculpture: Martin Toloku

To recognize my existence is to already realize my death.
“NowHere” is a questioning of my existence in relation to my environment. Our environment is reflected in our being and identity; we are also reflected in our environment, through our actions, our relationships, and our impact.
How much of me will be left behind when I’m gone? It’s the feeling of existing, and not, at the same time. You see my reflections, but you never see me.
The distorted refractions of the mirrors allude to how even reflections can be an illusion, and how it’s impossible for us to perceive the totality of any one person, with their multiple facets in personality, identities, roles, and (re)presentations.

SueKi Yee, a Malaysian dance artist who choreographs, performs, and teaches, and is currently based in Germany and Malaysia. Interested in the versatility of dance, with a particular curiosity in improvisation and cross-genre or multidisciplinary experimentation. Recently, has also started experimenting more with video, photo, text, and soundscape in her creations.

Duração: 5’13’’


LA PIETÀ |SPAIN|

Direction: Blas Payri
Choreography: Blas Payri in collaboration with Lorenza Di Calogero and Raúl Huaman
Music: Blas Payri
Editing and post production: Blas Payri

A screendance inspired by the words of the mystic Saint Teresa of Ávila (1515-1582). The energy of the body and the movement of the camera express the feelings of the character, from the cold loneliness to the mystic fusion.
The music and the color processing have been created by the director and editor, in order to blend in this chiaroscuro style, where the characters emerge and evolve in a boundless dark universe.

Blas Payri is a sound and video artist, and has created numerous pieces of videodance, including the directing, editing and music composition. He has created autonomous music and music for film and theater.
He is a professor of audiovisual post-production at Universitat Politècnica de València, Spain.

Lorenza Di Calogero has been a dancer in international companies in The Netherlands, Belgium, France and Spain.

Raúl Huaman is a dancer based in Montréal, with an international activity.

Duração: 6’54’’


WE ARE READY NOW |UNITED KINGDOM|

Direction: Jack Thomson
Choreography and Performance: Jack Thomson

Bodies navigate and self organise as they run alone but dance together.
The competitive landscape is overwhelmed by public and personal spaces.
Actions act as the only markers in time, as they are reduced to noticeable and forgettable images.
Where are we in this moment?
Individuals unknowingly connected through unseen templates of social dynamic, captured in the container of the now.

Born in York, Jack Thomson is a dance artist, with practises in performance, photography and film. Graduating from The Rambert School, in 2015/2016 he was a recipient of a Weston Jerwood Creative Bursary to develop further as an artist.
As a performer, Jack has danced work by choreographers Mark Baldwin, Shobana Jeyasingh, Izik Galli, Caroline Finn, Alexander Whitley, Kate Flatt, Anthony Middleton, Ohad Narhin, Willi Dorner and REDHA, to name a few. In addition, he has worked with organisations such Phoenix Dance Theatre, English National Opera, Royal Opera House and The Hepworth Wakefield.
As an artist who also works with both still and moving images, Jack has had several exhibitions with his photographic work and was a major contributor to the publication Mode & Motion. In 2017 Jack was commissioned by Random Acts (Channel 4) to direct and choreograph the dance film “Business is Brutal”, which has gone on to be screened in over 40 film festivals across the Globe and has won ‘Best Interpretation’ at the InShadow Film Festival (2018) and Best Art/Artist Led film at the New Renaissance Film Festival (2018).
“Combining my interests outside the dance studio, with those inside, is where my personal multidisciplinary interests and work have developed from. Most of the work I make is largely about the relationship between the moving body and the camera and the context where these two come together in.”

Duração: 1’19’’

http://www.jack-thomson.com


IN IT |REPUBLIC OF KOREA|

Cinematography: Kim Deukjoong
Editorial Direction: Kim Youngkwang
Choreography: Kim Sungyong

We live in a different life. By body, heart and thought.
It is a difficult time. Nevertheless, life goes on. When everyone is struggling, it’s worth just being there, rather than trying to do something better.
At this time, we ponder upon how to overcome these difficulties. The answer seems not much different from life. Just as life is worth being, a dancer is worth dancing.

Kim Deukjoong is a video artist who is actively working in Korea as a director for filming and producing documentaries for many domestic and international music videos. Some of his major works are: Filming the documentary ‘Things I Want to Draw’; Hyundai Motors campaign shooting; S.E.S. music video shooting; Lexus Creative Masters shooting; Editing of the EBS documentary series ‘Do you have a younger brother too?’

Kim Sungyong was the youngest gold award winner in the Donga Dance Concour, which is one of the most prestigious concour in Korea. He was also the first Korean to win a silver medal after advancing into the final in an international dance concour, the 3rd Japan International Ballet & Modern Dance Competition. He received the best Korean dancer award from Dance Vision Korea in 2008. He won awards in 5 categories for performing “Cho-In” at the most respected dance event, the 34th Seoul Dance Festival, in Korea. His records serve as evidence that Kim Sung Yong has gained recognition as one of the best dancers and choreographers in Korea. Since 2017, he has been an artistic director and a Choreographer of Daegu City Dance Company.

Duração: 5’31’’


SOLO |BELARUS|

Direction: Uladzimir Slizhyk
Choreography: Ivan Slizhyk
Camera and Edition: Uladzimir Slizhyk

This film is questioning the notions of empty space, digital body and isolation.
“Glitches” caused by system/network errors, which appear in a digital body from time to time, configure a different perception of a body. And it is intriguing to me how that “glitched” visual identity of the moving body on the screen may help to reconfigure kinesthetic empathy of a viewer.

Uladzimir Slizhyk was born in 1993 in Belarus. After receiving a Bachelor of Information Technology (BSUIR, 2011-16), he started combining gained knowledge with contemporary dance movement research through different interdisciplinary projects in Belarus and abroad. As part of TREMORS Dance Company, he received awards such as the 2nd Prize at 7th Tobina Festival (2019, FR) and 2nd Prize at 6th International Tanztheater Festival (2018, DE).
Further, he graduated from ‘Contemporary Art and Drama’ of European College of Liberal Arts in Belarus (2018-19), and his film projects were presented at 39th edition of Asolo Art Film Festival (2021, IT), 9th International Dancefilmfestival (2020, BE), LICHTBLICK Video Exhibition (2020, DE), Ork Kota Platform (2019, HU), etc. He finds a deep interest in researching physical dynamics of movement, bodily texture, complexity and freedom of improvisation, and their intersection with poetry and camera frame.

Ivan Slizhyk is a 28 years old Belarusian-born and based freelance dance artist. In 2019 he graduated from ‘Contemporary Art and Drama’ of European College of Liberal Arts in Belarus. As a part of TREMORS Dance Company, he was awarded 2nd Prize at 7th Tobina Festival (2019, FR), 2nd Prize at 6th International Tanztheater Festival (2018, DE).
Creating a relationship between time, movement, and space in his artistic practice he plays with perception. The background in psychology provides understanding of behavioural patterns and underlies his movement research. Also there is a performative aspect to his practice that becomes apparent within an intersection of body physicality and virtualization.

Duração: 3’16’’


THE CALLING |UK/GREECE|

Direction: Gil Mualem-Doron
Choreography and Performance: Dimitris Galanakis

The underwater dance video, taken next to a shipwreck near Thessaloniki is a muse about climate change and the revenge of nature told through the Greek myth of the sirens.

Gil Mualem-Doron is an award-winning socially and politically engaged artist. He is also the founder and creative director of The Socially Engaged Art Salon, Brighton, working in various media, primarily photography, digital art, installation and performance using participatory practices. His work investigates issues such as urban history, social justice, identity, transcultural aesthetics, migrations and displacement. It has been exhibited extensively in the UK and abroad including Tate Modern, the Turner Contemporary, Liverpool Museum, People’s History Museum, Turner Contemporary, Rich Mix London, ONCA (Brighton) Haifa Museum of Art (Israel), East66 – Centre for Urban Research (Amsterdam), and Detroit – Centre for Urban Ecology.
Mualem-Doron has been featured in a few private collections and he has been commissioned to create works for bodies/individuals such as The Mayor of London, Counterpoints Arts, Platforma, and Ben & Jerry’s. Mualem-Doron has received awards from the Henry Ford Foundation, Chevening Award for leadership, and the Art Council England.

Dimitris Galanakis has studied Theatre at Aristotle University of Thessaloniki, and currently is studying Contemporary Dance at ReDance Programm, Vis Motrix.

Duração: 8’

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