3 Oct./out. | 18:00
Venue/Local: Fnac Almada

9 Oct./out. | 18:00
Venue/Local: Academia Almadense – Auditório Osvaldo Azinheira
Session commentary by Doutor Daniel Tércio in collaboration with INET-md/F.M.H./ Sessão comentada pelo Doutor Daniel Tércio em colaboração com o INET-md/F.M.H.

10 Oct./out. | 11:00
Venue/Local: Escola Superior de Dança*
Session commentary by Doutor Sérgio Bordalo e Sá in collaboration with INET-md/F.M.H./ Sessão comentada pelo Doutor Sérgio Bordalo e Sá em colaboração com o INET-md/F.M.H.

Fantastic Narratives/Narrativas Fantásticas

Between surreal and supernatural, between the past and possible futures, diverse narratives lead us to fantastic universes. / Entre o surreal e o sobrenatural, entre o passado e futuros possíveis, narrativas diversas que nos levam a fantásticos universos.

photo/foto Cari Ann Shim Sham
The Woods
Marta Renzi |US|

Choreography and Video Direction: Marta Renzi

A modern day prince in a golden wood, excerpted from the feature film “Her Magnum Opus” directed by Marta Renzi.

Marta Renzi is the creator of over two dozen short films which have screened in festivals all over the world, and recently completed her first feature film Her Magnum Opus.  Called by Dancing in the Streets “a fearless explorer of unconventional sites” for her site-specific choreography, Renzi was commissioned by public television to make 2 half-hour video dances in the 1980’s. Funded 7 times by the NEA, Renzi is a 2013 Bogliasco Fellow and a 2014 RAW Community Supported Artist.


Duration: 2’46”


Coreografia e Realização: Marta Renzi

Um príncipe moderno num bosque dourado, extraído do filme “Her Magnum Opus”, realizado por Marta Renzi.

Marta Renzi é criadora de mais de duas dúzias de curtas-metragens que foram exibidas em festivais em todo o mundo e recentemente concluiu a sua primeira longa-metragem Her Magnum Opus.  Chamado por Dancing in the Streets de “exploradora destemida de lugares não convencionais” pela sua coreografia “site-specific”, Renzi foi comissionada pelo canal público de televisão para fazer 2 videodanças de meia hora na década de 80. Financiada 7 vezes pelo NEA, Renzi é artista apoiada pela Bogliasco (2013) e pela RAW (2014).


Duração: 2’46”

photo/foto Quaba Ernest
Quaba Ernest |US|

Choreography and Video Direction: Quaba Ernest

Astomi: An ancient legendary tribe in Greek Mythology that existed without mouth or face, and survived from smelling/touching apples & flowers & each other.

Quaba Venza Ernest born and raised in Brooklyn, New York. He began his dance training at Dance Theatre of Harlem under Arthur Mitchell, Robert Garland, and Ronald Perry, amongst others. After attending Fiorello H. LaGuardia High School of Music And Art & Performing Arts, he later went on to study dance at State University of New York at Purchase College Conservatory of Dance where he danced in works by Kimberly Bartosik, George Balanchine, Sidra Bell, Norbert De La Cruz lll, Jerome Robbins, Ted Shawn and Doug Varone.

Duration: 5’50”


Coreografia e Realização: Quaba Ernest

Astomi: Uma tribo lendária da mitologia grega, que existia sem boca ou face, sobrevivia cheirando/tocando em maçãs e flores e uns aos outros.

Quaba Venza Ernest nasceu e foi criado em Brooklyn, Nova Iorque. Iniciou a sua formação em dança no Dance Theatre of Harlem com Arthur Mitchell, Robert Garland e Ronald Perry, entre outros. Depois de ter frequentado Fiorello H. LaGuardia High School of Music And Art & Performing Arts, estudou dança na State University of New York, no Purchase College Conservatory of Dance, onde participou enquanto bailarino nos trabalhos de Kimberly Bartosik, George Balanchine, Sidra Bell, Norbert De La Cruz lll, Jerome Robbins, Ted Shawn e Doug Varone.

Duração: 5’50”

photo/foto Federica Peach
Simposio del Silenzio

Choreography, Video Direction and Performance: Lucrezia Maimone
Videomaker and Makeup Artist: Federica Liseni
Photography: Federica Zedda
Music: Kevin MacLeodKey
Wardrobe: Urban Pep
Producer: Interconnessioni 2018 | Zerogrammi dancetheatre
Credits: Regione Sardegna, Mibact

Her fragile gestures crosses a path that marks the traces of a universe suspended along a story that digs into the memory of the fairy tales, evoking symbols and images between light and dark. Her story is a mystery tale of growth, a story of doubt and uncertainty, in which the essentiality of the gesture and a few pastel colours prevails. In there everything is precarious: weight, balance, risk, dualistic conflict and the ineluctable desire for an unreachable unitary harmony.

Lucrezia Maimone, artist of the company ZEROGRAMMI, studied with Danzalabor Company (IT), at the Copenhagen Contemporary Dance School (DK) and at International School of Circus and Theater CAU (ESP). She expresses herself through dance, clown, acrobatic and music. As a choreographer, she produced: Oltremai (2018) prizewinner of CollaborationKids2018; Nostos (2016) whit the artist Sebastian Sobrado; La Ballata di Filomena (2015) awarded prize for best choreography at the Festival Cortoindanza; La Balsa de Piedra (2015/16) whit Colectivo La Balsa.


Duration: 2’22”


Coreografia, Realização e Interpretação: Lucrezia Maimone
Videografia e Caracterização: Federica Liseni
Fotografia: Federica Zedda
Música: Kevin MacLeodKey
Figurinos: Urban Pep
Produção: Interconnessioni 2018 | Zerogrammi dancetheatre
Créditos: Regione Sardegna, Mibact

Os seus gestos frágeis cruzam um caminho que marca os traços de um universo suspenso ao longo de uma história com raízes na memória dos contos de fadas, evocando os símbolos e as imagens entre a luz e as trevas. A sua história é um conto de mistério de crescimento, uma história da dúvida e da incerteza, em que a essencialidade do gesto e alguns tons pastel prevalecem. Ali tudo é precário: peso, equilíbrio, risco, conflito dualista e o desejo inevitável por uma harmonia unitária inalcançável.

Lucrezia Maimone, artista da companhia Zerogrammi. Estudou com a Danzalabor Company (IT), na Escola de Dança Contemporânea de Copenhaga (DK) e na Escola Internacional de Circo e Teatro CAU (ESP). Exprime-se através da dança, acrobacias, música e como clown. Como coreógrafa produziu: Oltremai (2018) premiada no CollaborationKids2018; Nostos (2016) com o artista Sebastian Sobrado; La Ballata di Filomena (2015) recebeu o prémio de melhor coreografia no Festival Festival Cortoindanza; La Balsa de Piedra (2015/16) com o Colectivo La Balsa.


Duração: 2’22”

photo/foto Alexandre Nour Desjardins
Brittney Canda / Vincent Rene-Lortie |CA|

Choreography: Brittney Canda
Video Direction: Vincent Rene-Lortie
Producer: Samuel Caron
Co-producer: Simon P. Castonguay
Cinematographer: Alexandre Nour Desjardins
Production designer: Stephanie Burbano
1st AD: Clara Gagnon
Production Coordinator: Maude-Émilie St-Pierre
Steadicam Operator: Benoit C. Gauthier
Key Grip: Patrice Arsenault
1st AC: Tom Houguenague
2nd AC: Steven Turcotte
Set Choreographer: Kyra Jean Green
Unit Manager: Jean-Maxime Giguère
Production Assistant: Maully Manseau
Catering: Chez Fatima
VFX supervisor: Émile Massie Vanasse
Editor: Valérie Tremblay
Sound Designer: Peter Hostak
Sound Mixer: Nataq Huault
VFX: Randy Santandrea, Émile Massie Vannasse
Colorist: Simon Boissonneaux

Special thanks to Tina Sabourin

Tambour’s cinematic musical composition Silhouettes has inspired a fantastic narrative through a surreal and dream-like universe. The story that will be told in this video is the innocent vision of a little girl, Amelie, who imagines playing hide-and-seek with her older sister, Sara, in the woods. As they are playing, Sara finds Amelie unconscious behind a tree…

Brittney Canda is a contemporary dancer, choreographer, and teacher in Montréal. She performs regularly in an interactive interdisciplinary act with electronic musician, Sheenah Ko and is a company member of Kyra Jean Green’s Trip The Light Fantastic. Brittney’s love for dance, film, and music have led to meaningful collaborations with esteemed musicians, The Barr Brothers, Richard Reed Parry, Elisapie, Calum Graham, and Michael Bernard Fitzgerald.

Vincent Rene-Lortie is a director and co-owner of Montreal based production company, Telescope Films.


Duration: 9’25”


Coreografia: Brittney Canda
Realização: Vincent Rene-Lortie
Produção: Samuel Caron
Coprodução: Simon P. Castonguay
Cinematografia: Alexandre Nour Desjardins
Designer de Produção: Stephanie Burbano
1.º AD: Clara Gagnon
Coordenador de Produção: Maude-Émilie St-Pierre
Operador Steadicam: Benoit C. Gauthier
Key Grip: Patrice Arsenault
1.º AC: Tom Houguenague
2.º AC: Steven Turcotte
Coreógrafo Cénico: Kyra Jean Green
Gestor de Unidade: Jean-Maxime Giguère
Assistente de Produção: Maully Manseau
Catering: Chez Fatima
Supervisão de VFX: Émile Massie Vanasse
Editor: Valérie Tremblay
Sonoplastia: Peter Hostak
Mistura de Som: Nataq Huault
VFX: Randy Santandrea, Émile Massie Vannasse
Colorista: Simon Boissonneaux

Agradecimentos especiais a Tina Sabourin

A composição musical cinematográfica Silhouettes de Tambour inspirou uma narrativa fantástica através de um universo surreal e onírico. A história que será contada neste vídeo é a visão inocente de uma menina, Amelie, que imagina brincar às escondidas com a sua irmã mais velha, Sara, no bosque. Enquanto brincam, Sara encontra Amelie inconsciente atrás de uma árvore.

Brittney Canda é bailarina, coreógrafa e professora de dança contemporânea em Montreal. Atua regularmente numa peça interdisciplinar interativa com o músico eletrónico Sheenah Ko e faz parte da companhia de Kyra Jean Green, Trip The Light Fantastic. O amor de Brittney pela dança, cinema e música levaram a significativas colaborações com músicos de renome The Barr Brothers, Richard Reed Parry, Elisapie, Calum Graham e Michael Bernard Fitzgerald.

Vincent Rene-Lortie é realizador e coproprietário da produtora baseada em Montreal, Telescope Films.


Duração: 9’25”

photo/foto João Leão
Cia da Vila |BR|

Choreography: Liliane de Grammont
Direction: Priscila Magalhães
Cast: Clara Hornis, Cristina Rother, Daru Liberato, Julio Françozo and Rebeca Tadielo
Image Direction: João Leão
Production: Bronca Filmes

Weaving relationships sometimes imposes itself as a riddle, seeing the world as a mystery, making us want to broaden this world, to understand this world more … (Tunga). 

The relationships and interferences of living reverberate in the body, the way we see the world and see ourselves. It should be the opposite of all this … Braiding a sign of us, braiding in a desperate need for the relationship, three in one…

Liliane de Grammont is a contemporary dancer graduated from The Juilliard School in New York. Lili was part of the cast of the São Paulo City Ballet for 9 years and, in addition, she was a dancer of the Distrito Cia de Dança in Ribeirão Preto for 5 years under the direction of Patty Brown. She choreographed two pieces for the cast of the São Paulo City Ballet – “Avesso” 2009 and “Outrora/Crônicas do Tempo”, 2010 (which formed part of the Projeto Exercícios Coreográficos). For Ribeirão Preto Cia. de Dança she created “About Us”, and “Blanche”. In 2006 she graduated in Psychology and specialized in Neo-Reichian Body Therapy and Psychoanalysis. Much of her work is based on her knowledge of the area and the differential of therapeutic knowledge. She is currently the director of Tentáculo Dança, as space in which the path of her research as a dancer, choreographer and director since 2009 have their own place.

Priscila Magalhães, graduated in Social Communication, in Visual Arts and Postgraduated in Integrative Art. Currently studying Pedagogy. Creator and director of the Festival de Culturas Urbanas Batalha na Vila since 2009. Director of the Cia de Vila de Dança since 2007. In theatre she has worked with directors such as Ivan Salles, Clayton Heringer and Hélio Cabral. In 2000, she started in the audiovisual area undertaking a cinema training course, and working as a production assistant in film production companies. In 2001 she auditioned and was chosen to join Companhia Trivolim de Expressões Populares, where she studied music, dance, theatre, making musical instruments, wardrobe and props, which was a watershed for her artistic formation and choices for professional life from that period onwards. 

At Trivolim, for 8 years, she worked as an actress, dancer, researcher of Brazilian popular culture, producer and assistant director. From then on, dance became the focus of studies, starting with Brazilian popular dances, moving to study of contemporary dance and urban dances with various professionals from Brazil and around the world. In 2006 she started a postgraduate degree in Integrative Art, following up on her degree in the arts. In 2009, she founded the Festival de Culturas Urbanas Batalha in Vila Paralelo.

She is part of the Mameluco Transfer audiovisual collective and the Lab. Experimental integrated arts collective. She received awards for her work as director of vídeo-dance “Domingo” at the “2º Prêmio de Vídeoarte em Dança”, in “Semana Paulista de Curtas de 2016” and in Festival Itinerante de Dança e Video – D’olhar de Goiânia, had  two works selected for the BANG Festival – Barcelona International Video Art Festival 2017 and three selected works at the Dança em Foco – MIV Mostra Internacional de Videodança 2017. In 2018 she acted as curator of DanceMix of Festival Satyrianas 2018 and.


Duration: 2’9”


Coreografia: Liliane de Grammont
Realização: Priscila Magalhães
Elenco: Clara Hornis, Cristina Rother, Daru Liberato, Julio Françozo e Rebeca Tadielo
Direção de Imagem: João Leão
Produção: Bronca Filmes

“Tecer relações às vezes se impõe como um enigma, ver o mundo como um mistério nos faz querer alargar esse mundo, compreender mais esse mundo…” TUNGA As relações e interferências do convívio reverberam no corpo, no modo de ver o mundo e de enxergar a nós mesmos. Deveria ser o contrário de tudo isso… Trançar um signo de nós, trançar em uma necessidade desesperada da relação, do três em um.

Liliane de Grammont, bailarina contemporânea formada pela The Juilliard School em Nova York. Lili fez parte do elenco do Balé da Cidade de São Paulo por 9 anos e, além disso, foi bailarina da Distrito Cia de Dança em Ribeirão preto por 5 anos com direção de Patty Brown. Coreografou duas peças para o elenco do Balé da Cidade de São Paulo – “Avesso” de 2009 e “Outrora/Crônicas do Tempo”, de 2010, (que fazem parte do Projeto Exercícios Coreográficos). E para a Ribeirão Preto Cia. de Dança, coreografou, além de “Sobre Nós”, “Blanche”, para FNAC de Ribeirão Preto. Em 2006 formou-se em Psicologia e se especializou em terapia corporal Neo-Reichiana e Psicanálise. Grande parte de seus trabalhos se embasam em seus conhecimentos da área e com o diferencial do conhecimento terapêutico. Atualmente é diretora da Tentáculo Dança, como um espaço em que o caminho de sua pesquisa como bailarina, coreógrafa e diretora desde 2009, podem ter uma casa própria.

Priscila Magalhães, formada em Comunicação Social, em Artes Visuais e Pós-graduada em Arte Integrativa. Atualmente estudando Pedagogia.  Idealizadora e Diretora do Festival de Culturas Urbanas Batalha na Vila desde 2009. Diretora da Cia da Vila de Dança desde 2007. No teatro trabalhou com diretores como Ivan Salles, Clayton Heringer e Hélio Cabral.  Em 2000 ingressou na área do audiovisual em curso de formação para o cinema, onde ingressou como assistente de produção em produtoras de cinema e filmes comerciais.  Em 2001 fez audição e foi escolhida para ingressar na Companhia Trivolim de Expressões Populares, onde estudou música, dança, teatro, confecção de instrumentos musicais, trajes e adereços, o que foi um divisor de águas para a formação artística e escolhas para a vida profissional desse período em diante. No Trivolim, por 8 anos, atuou como atriz, dançarina, pesquisadora da cultura popular brasileira, produtora e assistente de direção. A partir de então a dança se tornou foco de estudos, iniciando nas danças populares brasileiras, seguindo para estudos da dança contemporânea e danças urbanas com diversos profissionais do Brasil e do mundo. Em 2006 ingressou na pós-graduação de Arte Integrativa, seguindo anos depois para a graduação em artes. Em 2009, fundou o Festival de Culturas Urbanas Batalha na Vila Paralelo. 

Integra o coletivo de audiovisual Mameluco Transfer e o coletivo de artes integradas Lab. Experimental.  Foi premiada como diretora no videodança “Domingo” no “2º Prêmio de Vídeoarte em Dança”, na “Semana Paulista de Curtas de 2016” e no Festival Itinerante de Dança e Video – D’olhar de Goiânia, dois trabalhos selecionados para o Festival BANG – Festival Internacional de Vídeo Arte de Barcelona 2017 e três obras selecionadas no Dança em Foco – MIV Mostra Internacional de Videodança 2017. Em 2018 atuou com curadora do DançaMix do Festival Satyrianas 2018 e da Ocupação Cia da Vila 10 anos na Funarte SP; Produtora da XII Mostra do Fomento a Dança.  


Duração: 2’9”

photo/foto House of Mantegna
In the House of Mantegna
Barbara Canal / Michele Manzini |IT|

Choreography: Michele Manzini & Barbara Canal
Video Direction: Michele Manzini

In her notebooks, Simone Weil wrote that “Each true statement is an error if its opposite is not thought of at the same time, and it cannot be thought of at the same time”. The mediation of contradictions is only an altered image of the irreconcilable polarities that, instead, make up reality. But thinking about the unthinkable leads us to a place that reason has never managed to penetrate. To be exact, it leads us to atopy, to “that absence of a place” that offers us a different measurement of the world. A trajectory towards overcoming the idea of harmony that, even before Weil, had been undertaken by Dostoyevsky in all its highest metaphysical tension. A reality that always reveals itself as a contradiction, dismemberment, a place in which contraries coexist and interweave in an arabesque where everything is present and nothing is excluded. From the fragment by Heraclitus where “War is the father and king of all” to Plato’s Socratic drama where we are challenged to think like “Knights on an open field” and to Nietzsche’s precept to “Do philosophy with a hammer” or Heidegger’s Kampf. Like an underground river, the line of belligerence crosses the whole of Western thought. This is because the thing itself is fundamentally polemical, as well as the truth that is referred to: the conflict existed before the participators in it.

Barbara Canal began her career studying and working with instructor and choreographer Matt Mattox for whom she danced in several shows. She was later chosen as a soloist by choreographer Jean Marc Boitiére. After receiving her Technical Aptitude Certificate (E.A.T.) from the Centre National de la Danse in Paris she was chosen for the Venice Biennale’s Isola Danza Academy directed by Carolyn Carlson. She has been a part of the Venice Biennale Dance Company since May 2000 under the direction of Mrs. Carlson, touring with productions throughout Italy and abroad.

Michele Manzini, born in 1967. Lives and works in Verona, (Italy). For many years his art has been concentrated on the definition of figures that can suggest instability and conflict as unresolved elements. His work develops through the use of a wide variety of media, among which video, photography, installations, writing, and performances. He has exhibited his works in numerous shows and venues in Italy and abroad, among them the Italian Institute of Culture, Prague, 2009; MAXXI, Rome, 2009; SUPEC, Shanghai during the 2010 Expo; the Venice Biennale in 2011 and the project “Personal Structure” at the Venice Biennale in 2013. His videos have been selected for important international festivals and have been screened at the Saitama Arts Theater in 2015; the Perez Art Museum Miami, 2016; the Lincoln Center for the Performing Arts in New York, 2016; the ZKM in Karlsruhe, 2017; the Nevada Museum of Art, 2017 and the Whitechapel Gallery, London, 2017. In 2009 he was awarded the Terna prize for contemporary art.


Duration: 6’39”


Coreografia: Michele Manzini & Barbara Canal
Realização: Michele Manzini

Nos seus cadernos, Simone Weil escreveu que “cada afirmação verdadeira é um erro se o seu oposto não é pensado ao mesmo tempo, e não pode ser pensado ao mesmo tempo”. A mediação de contradições é apenas uma imagem alterada das polaridades irreconciliáveis que constituem a realidade. Mas pensar no impensável leva-nos a um lugar que a razão nunca conseguiu penetrar. Para ser exato, leva-nos à atopia, “à ausência de um lugar”, que nos oferece uma medida diferente do mundo. Um percurso para se superar a ideia de harmonia que, mesmo antes de Weil, tinha sido tomada por Dostoyevsky no expoente da sua tensão metafísica. Uma realidade que sempre se revela como uma contradição, desmembramento, um lugar em que contrários coexistem e se entrelaçam num arabesco, onde tudo está presente e nada é excluído. Como um rio subterrâneo, a linha da beligerância atravessa todo o pensamento ocidental. Isto é porque a coisa em si é, fundamentalmente, polémica, assim como a verdade a que se refere: o conflito já existia antes dos participantes.

Barbara Canal começou a sua carreira estudando e trabalhando com o professor e coreógrafo Matt Mattox para quem dançou em vários espetáculos. Mais tarde foi escolhida como solista pelo coreógrafo Jean Marc Boitiére. Após receber o seu certificado de aptidão técnica (E.A.T.) do Centre National de la Danse em Paris, foi escolhida para a Venice Biennale Isola Danza Academy, cuja diretora é Carolyn Carlson. Desde maio de 2000 que faz parte da Venice Biennale Dance Company sob a direção de Carolyn Carlson, fazendo digressões em Itália e no estrangeiro com os trabalhos da companhia.

Michele Manzini nasceu em 1967. Trabalha e vive em Verona, (Itália). Há muitos anos que a sua arte está concentrada sobre a definição de figuras que podem sugerir a instabilidade e conflito como elementos não resolvidos. O seu trabalho desenvolve-se através da utilização de uma ampla variedade de meios, entre os quais, vídeo, fotografia, instalações, escrita e performances. Tem apresentado as suas obras em vários espetáculos e espaços na Itália e no estrangeiro, entre eles, o Instituto Italiano de Cultura, Praga, 2009; MAXXI Rome, 2009; SUPEC, Xangai durante a Expo 2010; a Bienal de Veneza em 2011 e o projeto “Personal Structure” na Bienal de Veneza em 2013. Os seus vídeos foram selecionados para festivais internacionais importantes e foram exibidos no Saitama Arts Theatre, em 2015; o Museu de Arte de Miami Perez, 2016; o Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova Iorque, 2016; o ZKM em Karlsruhe, 2017; o Museu de Arte de Nevada, 2017, e a Whitechapel Gallery, Londres, 2017. Em 2009 recebeu o prémio Terna de arte contemporânea.


Duração: 6’39”

photo/foto Felipe Bittencourt
Felipe Bittencourt |BR|

Choreography and Direction: Felipe Bittencourt

Bicho is an experiment of physical strategies that seeks a state of latent transmutation, with no apparent results or goals other than the performer’s own wear and tear, which fulfills the duty of adaptation and confinement within a domestic space considered as a temporary setting for a manifestation of state.

The work constitutes the productive frontier perceived between the artistic work in the domestic environment in contrast to the public space and its immediate reception existing as a performance performed for a private camera in an environment of minimal composition conditions. Motion research is supported by behavioural research on nocturnal insects, also considered lunar for their focal point of illumination, and mutual – and unplanned – coexistence with us due to the difficulty in returning to their habitat through artificial illumination from human and electric presence.

For Kafka

Felipe Bittencourt (Cabo Frio/ RJ – 1987) Visual Artist, Bachelor of Visual Arts from the Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, 2007, with specialization in Photography from the Panamerican School of Art and Design, 2010. He works mainly with performance and video, also using drawing as the base language for research and development of his work, alongside the use of photography in the exploration of urban space and his own body. In his works, he investigates the physical limits, questioning the body as an artistic support in digital manipulations, often referring to historical works or figures.


Duration: 2′


Coreografia e Realização: Felipe Bittencourt

Bicho é um experimento de estratégias físicas que pretende um estado de transmutação latente, sem resultados ou objetivos aparentes a não ser o próprio desgaste do performer, que cumpre com o dever de adaptação e confinamento dentro de um espaço doméstico tido como cenário temporário para uma manifestação de estado. 

O trabalho se constitui na fronteira produtiva que percebo entre o trabalho artístico no ambiente doméstico em contraste com o espaço público e sua recepção imediata existindo como uma performance realizada para uma câmera privada em um ambiente de condições mínimas de composição. A pesquisa de movimentos suporta-se pela pesquisa comportamental de insetos noturnos, também tidos como lunares pelo seu ponto focal de iluminação, e a convivência mútua – e não planejada – conosco devido à dificuldade em retornar ao próprio habitat pela iluminação artificial decorrente da presença humana e elétrica.

Para Kafka

Felipe Bittencourt (Cabo Frio/ RJ – 1987). Artista Visual, bacharel em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, 2007, com especialização em Fotografia pela Escola Panamericana de Arte e Design, 2010. Atua principalmente com performance e vídeo, utilizando também o desenho como linguagem-base de pesquisa e desenvolvimento de seus trabalhos, além do uso da fotografia na exploração do espaço urbano e de seu próprio corpo. Em suas obras, investiga o limite físico e como possibilidade poética questionando o corpo enquanto suporte artístico em manipulações digitais, frequentemente referindo-se a obras ou figuras históricas. 


Duração: 2′

photo/foto Guillermo Gomez
Fu LE / Adrien Gontier |FR|

Choreography: Fu LE
Video Direction: Fu LE & Adrien Gontier

Mass is a 10 minutes single take video-dance shot in Paris. The project was framed within the Danse en Seine’s choreographic workshops, including 40 amateur dancers. Images of the crowd appear more and more often and symbolize the current upheavals all over the world, evoking alternately parties, migrations of refugees, manifestations, religious gatherings or just the daily life of big cities. We thus work on the mass, with all the drunkenness and horror it can inspire. We confront the individual with crowd movements, in order to observe how he resists or let’s immerse himself.

Fu LE is a French award winner filmmaker and choreographer in the Tetrapode dance company. Graduated in sculpture at the Art Crafts National School in Paris, he then trained in physical theater (Argentina) and in contemporary dance (Switzerland). He pursued recently his research in Taiwan, questioning social issues linked with urbanization. He is now evolving on the edge between dance, sculpture and video, and connects visual arts to the intimacy of bodily sensations.


Duration: 10′


Coreografia: Fu LE
Realização: Fu LE & Adrien Gontier

Mass é uma filmagem de videodança em “single take” realizada em Paris com a duração de 10 minutos. O projeto foi enquadrado nos workshops coreográficos Danse en Seine, que incluiu 40 bailarinos amadores. As imagens da multidão aparecem cada vez mais e simbolizam as agitações atuais em todo o mundo, evocando alternadamente partidos, migrações de refugiados, manifestações, encontros religiosos ou apenas o cotidiano das grandes cidades. Assim, trabalhamos com as massas, com todo o horror e embriaguez que pode inspirar. Confrontamos o indivíduo com movimentos da multidão, a fim de observar como ele resiste ou se deixa fundir nela.

Fu LE é um cineasta e coreógrafo francês da companhia de dança Tetrapode. Formou-se em Escultura na Escola Nacional de Artesanato em Paris, depois recebeu formação em teatro físico (Argentina) e em dança contemporânea (Suíça). Prosseguiu recentemente a sua investigação em Taiwan, questionando os problemas sociais ligados à urbanização. Continua a evoluir na fronteira entre a dança, a escultura e o vídeo, ligando as artes plásticas à intimidade de sensações corporais.


Duração: 10′ 

Daniel Tércio holds a PhD in Dance and is an associate professor at FMH – ULisboa. He is part of the direction of INET-md (Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança) and coordinates the research group on dance studies. He is the researcher responsible for the Technologically Expanded Dance project. As a dance critic, he has been a regular contributor to the press since 2004.

Sérgio Bordalo e Sá has a degree in Communication Sciences from FCSH at the Universidade Nova de Lisboa, a master’s degree in Film Studies from The University of Iowa and a PhD in Film and Audiovisual Studies from the Faculdade de Letras da Ulisboa. He currently works as a research fellow at INET-md, a pole of FMH – ULisboa, in the study of the relationship between cinema and dance.


Daniel Tércio é doutorado em Dança, professor associado na FMH – ULisboa. Integra a direção do INET-md (Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança), e coordena o grupo de investigação sobre estudos da dança. É investigador responsável pelo projecto Technologically Expanded Dance. Enquanto crítico de dança, tem colaborado regularmente com a imprensa desde 2004.

Sérgio Bordalo e Sá é licenciado em Ciências da Comunicação pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa, tem um mestrado em Film Studies pela The University of Iowa e um doutoramento em Estudos do Cinema e Audiovisual pela Faculdade de Letras da Ulisboa. Presentemente trabalha como bolseiro de investigação no INET-md, pólo da FMH – ULisboa, no estudo da relação entre cinema e dança.

Total duration: 43′
Free access except October 10th session, *reserved for E.S.D. students


Duração total: 43′
Livre acesso, exceto sessão de dia 10 de outubro, *reservada a estudantes da E.S.D.