INTERNATIONAL PLATFORM FOR CHOREOGRAPHERS |
PLATAFORMA COREOGRÁFICA INTERNACIONAL

PLATAFORMA COREOGRÁFICA INTERNACIONAL – PROGRAMME 1

The International Platform for Choreographers represents a showcase of contemporary dance, where different approaches and trends intersect, allowing not only exposure to the public and international programmers, but also the exchange between more than eighty professionals from various countries, between creators, dancers, technicians and programmers who gather here.

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PLATAFORMA COREOGRÁFICA INTERNACIONAL – PROGRAMA 1

A Plataforma Coreográfica Internacional representa uma montra para a dança contemporânea, onde se cruzam diferentes abordagens e tendências, permitindo não apenas a exposição ao público e programadores internacionais, como o intercâmbio entre mais de oitenta profissionais de vários países, entre criadores, bailarinos, técnicos e programadores que aqui se reúnem.

30 Sep./set. | Thursday/ quinta-feira | 9PM/ 21:00

Venue/Local: Auditório Fernando Lopes-Graça

meMENto, Amine Boussa |FR| 

photo/foto: Thomas Badreau

Choreography: Amine Boussa and Jeanne Azoulay
Performance: Jeanne Azoulay
Light Design: Fabrice Crouzet
Photos: Thomas Badreau

Production: Chriki’Z Company
Co-production: National Theater of Aubusson
Financial support: French Ministry of Culture, DRAC Nouvelle Aquitaine. City of La Rochelle. 

The Chriki’Z Company has an agreement with the New Aquitaine Region and the Department of Charente Maritime.

The test of time, because of its irreversibility, imposes this incessant examination to answer the question: how am I going to face it?
How do I face a battle that is lost in advance?
On a blank stage without any scenography artifice, the body appears alone to begin an introspection. Initially performing well, it degrades and deforms, it is prevented. Images of a body in tension, in search of balance, anchored in the ground, liberated or aerial, will appear as so many questions asked that will probably remain unanswered. Only one way seems possible, to accept constraints, to divert them, to evolve differently, to strengthen or even reveal itself differently. meMENto, beyond being an introspection on the ageing body, is a hymn to resilience.

Amine Boussa and Jeanne Azoulay both come from hip-hop dance. They quickly opened up to other aesthetics in order to enrich their vocabulary and question their dance. 

They started their career as performers with different international choreographers: Kader Attou, Mickael Le Mer, Andres Marin. Within the Chriki’Z Company, they complement each other and work on a visceral and instinctive dance, in constant motion. They never stop questioning, shaking up and linking the foundations of their approach: choreographic writing, body research and transmission method.

Created in 2011 by Amine Boussa, the Chriki’Z Company develops its choreographic work based on hip-hop nourished by encounters with different aesthetics and styles. Carried by a rich and constantly evolving choreographic universe, the Chriki’Z Company tries to go beyond the codes through the creations of Amine Boussa and Jeanne Azoulay. The Company has 6 creations and tours in more than 12 countries. Amine Boussa’s L’IniZio creation 2013, wins the Critics’ Prize at the KingFestival 2019 in Novgorod, Russia.

Duration: 20’

Website: www.chrikiz.com 

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Coreografia: Amine Boussa and Jeanne Azoulay
Interpretação: Jeanne Azoulay
Desenho de luz: Fabrice Crouzet
Fotografias: Thomas Badreau

Produção: Compagnie Chriki’Z 
Coprodução: Teatro Nacional de Aubusson
Apoio financeiro: Ministério da Cultura de França, DRAC Nouvelle Aquitaine, Cidade de La Rochelle 

A companhia Chriki’Z tem acordo com a região de Nouvelle-Aquitaine e o Departamento de Charente Maritime.

O teste do tempo, pela sua irreversibilidade, impõe um exame incessante para responder à pergunta: como vou enfrentá-lo? Como faço para enfrentar uma batalha que já foi perdida?
Num palco vazio, sem nenhum artifício cenográfico, o corpo aparece sozinho para iniciar uma introspeção. Com um bom desempenho inicial, degrada-se e deforma-se, é evitado. Imagens de um corpo em tensão, em busca de equilíbrio, ancorado no solo, liberado ou aéreo, aparecem como tantas perguntas feitas que provavelmente ficarão sem resposta. Só de um modo parece possível: aceitar as restrições, desviá-las, evoluir de forma diferente, fortalecer ou mesmo revelar-se de outra forma. meMENto, além de ser uma introspeção sobre o corpo que envelhece, é um hino à resiliência.

Amine Boussa e Jeanne Azoulay vêm da dança hiphop. Rapidamente se abriram para outras estéticas a fim de enriquecer o seu vocabulário e questionar a sua dança.

Começam a carreira como intérpretes com diferentes coreógrafos internacionais: Kader Attou, Mickael Le Mer, Andres Marin. Na companhia Chriki’Z, complementam-se e trabalham numa dança visceral e instintiva, em constante movimento. Não param de questionar, sacudir e vincular os fundamentos da sua abordagem: escrita coreográfica, pesquisa corporal e método de transmissão.

Criada em 2011 por Amine Boussa, a companhia Chriki’Z desenvolve o seu trabalho coreográfico a partir do hip-hop, alimentado por encontros com diferentes estéticas e estilos. Carregada por um universo coreográfico rico e em constante evolução, a Chriki’Z tenta ir para além de códigos, através das criações de Amine Boussa e Jeanne Azoulay. A companhia tem 6 criações e digressões em mais de 12 países. A criação L’IniZio 2013 de Amine Boussa ganhou o Prémio da Crítica no KingFestival 2019 em Novgorod, Rússia.

Duração: 20’ 

Website: www.chrikiz.com

STOP MAKING SENSE, Alesya Dobysh |NL|

photo/foto: Alesya Dobysh

Choreography and Performance: Alesya Dobysh
Music: Max Frimout
Light Design: Erik van de Wijdeven

Presented in partnership with SoloDuo Festival NRW + friends

This solo won the Best Solo award from the SoloDuo Festival NRW + friends (2021), based on the following statement by the Jury: “In her solo “Stop making Sense”, Alesya Dobysh throws herself through the space at the borderline of keeping control. Inspired by visual artist Robert Longo’s ‘Men in the City’, Dobysh creates unstable ground by brilliantly exchanging his falling figures with high-speed footwork, twists and contortions. A unique language with rhythms that render the body vulnerable and make it breathe unpredictability.” 

Alesya redefines her footwork physicality from House Dance background and explores her oddly limited relationship with the body through dynamics, rhythm, flow and explosion.

Born and raised in Russia and now based in The Netherlands, Alesya Dobysh is a professional dancer, choreographer and educator with more than 15 years of experience. In her movement language she combines House Dance, UK Jazz Fusion and Urban Dance background together with results of personal research in contemporary dance and performance art. This unique type of experimentation helped her to stand out with winning biggest battle festivals, such as Summer Dance Forever and Juste Debout, as well as to find her own place in performance art and the theatre world. In her recent practice Alesya has been performing in the works of Simon Bus (Corpo Maquina), Joseph Simon (Dansateliers), Alexis Blake, Lea Ved (NDT) and French based company Black Sheep, as well as she has been developing her own choreographic works and organising educational program Motion Lab.

Duration: 10’

Website: www.alesyamij.com

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Coreografia e interpretação: Alesya Dobysh
Música: Max Frimout
Desenho de luz: Erik van de Wijdeven

Apresentado em parceria com o Festival SoloDuo NRW + friends.

Este solo ganhou o prémio de Melhor Solo do SoloDuo Festival NRW + Friends  (2021), com base na seguinte declaração do júri: “No seu solo ‘Stop making Sense’, Alesya Dobysh joga-se no espaço no limite de perder o controlo. Inspirada por ‘Men in the Cities’, do artista plástico Robert Longo, Dobysh cria um terreno instável ao substituir, de forma brilhante, as figuras que caem por movimentos de pés, torções e contorções em alta velocidade. Uma linguagem única, com ritmos que tornam o corpo vulnerável e o fazem respirar de forma imprevisível. ”

Alesya redefine sua fisicalidade de footwork com base na House dance e explora a sua relação estranhamente limitada com o corpo através de diferentes dinâmicas, ritmo, fluxo e explosão.

Nascida e criada na Rússia e agora radicada na Holanda, Alesya Dobysh é bailarina profissional, coreógrafa e educadora com mais de 15 anos de experiência. Na sua linguagem de movimento, combina o background de House Dance, UK Jazz Fusion e Urban Dance com resultados de pesquisas pessoais em dança contemporânea e artes performativas. Este tipo único de experimentação ajudou-a a destacar-se e ganhar os maiores festivais de “Battles” como Summer Dance Forever e Juste Debout, bem como a encontrar o seu lugar no mundo da performance e do teatro. Na sua prática recente, Alesya tem-se apresentado em obras de Simon Bus (Corpo Maquina), Joseph Simon (Dansateliers), Alexis Blake, Lea Ved (NDT) e a companhia francesa Black Sheep. Tem também desenvolvido trabalhos coreográficos próprios e organizado o programa educativo Motion Lab.

Duração: 10′

Site: www.alesyamij.com

RÉQUIEM, Silvia Batet |ES|

photo/foto: Silvia Batet

Direction and Choreography: Silvia Batet
Performance: Marta García, Lara Munin, Raquel Romero, Pere Seda, Anna Serra
Music: Sergi Puig and Mozart
Music Edition: Jose González
Support: La Caldera Centre de Creació, Institut del Teatre, Paso a 2

Réquiem is an organized image of grief, a plea for the souls of the deceased, a sterile need for farewell. It is a desire to find closure, to find comfort and peace – that is never  accomplished. Réquiem explores the turn, which is definite and infinite, to travel towards the unfinished, the abrupt, the desert; which, like a circle, has no end or beginning. Réquiem rises and falls like a pulse, remembering – or longing for – Mozart’s eternal melody. Réquiem shapes the darkness looking for that ancient “et lux perpetua luceat eis” (and let perpetual light shine for them).

Silvia Batet studied the Professional Degree in Classical Dance in Valencia (Spain) and the Bachelor Degree in Choreography at Institut del Teatre, in Barcelona (Spain). Having danced classical, contemporary and urban dances, her physical language is known by the combination of formal simplicity with structural complexity. She is the winner of the choreographic award Premi de Dansa de l’Institut del Teatre 2020 with her latest creation, “Oblivion”, which premiered full-length in Festival Grec 2021. She was also awarded the prestigious danceWEB scholarship for ImPulsTanz in Vienna (2018).

The Silvia Batet Dance Company is based in Barcelona, formed by dancers, musicians and light designers from all parts of Spain. The company started working professionally in 2017 and has since then presented four dance pieces (“The Double Hélix”, “Pas de Carla, Iris, Raquel y Goretti”, “Réquiem” and “Oblivion”). The company has performed in many national and international dance festivals such as Ellas Crean (Madrid), Russafa Escènica (Valencia), Quincena Metropolitana de Dansa (Barcelona), GraciasxFavor (Santander), Hannover Choreographic Competition, Florence Dance Festival, or Istanbul Fringe Festival.

Duration: 20’

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Direção e Coreografia: Silvia Batet
Interpretação: Marta García, Lara Munin, Raquel Romero, Pere Seda, Anna Serra
Música: Sergi Puig and Mozart
Edição musical: Jose González
Apoios: La Caldera Centre de Creació, Institut del Teatre, Paso a 2

Réquiem é a imagem organizada de um luto, um apelo pelas almas dos falecidos, uma estéril necessidade de despedida. É um desejo de encontrar um fecho, de encontrar conforto e paz – que nunca é realizado. Réquiem explora a transição, definitiva e infinita, o viajar para o inacabado, o abrupto, o deserto; que, como um círculo, não tem fim ou começo. Réquiem sobe e desce como uma pulsação, lembrando – ou ansiando – pela eterna melodia de Mozart. Réquiem molda a escuridão, procurando por aquele antigo “et lux perpetua luceat eis” (e que a luz perpétua brilhe sobre eles).

Silvia Batet graduou-se em Dança Clássica em Valência e fez bacharelato em Coreografia no Institut del Teatre, em Barcelona. Tendo praticado dança clássica, contemporânea e urbana, a sua linguagem física é conhecida pela combinação da simplicidade formal com complexidade estrutural. Venceu o prémio coreográfico Premi de Dansa do Institut del Teatre 2020 com a sua última criação, “Oblivion”, que estreou no Festival Grec 2021. Recebeu a prestigiosa bolsa danceWEB para ImPulsTanz em Viena (2018).

A Cía. Silvia Batet tem sede em Barcelona, e é ​​formada por bailarinos, músicos e designers de luz de diferentes regiões da Espanha. A companhia começou a trabalhar profissionalmente em 2017 e, desde então, apresentou quatro peças (“La doble hélice”, “Pas de Carla, Iris, Raquel y Goretti”, “Réquiem” e “Oblivion”). A companhia tem-se apresentado em vários festivais de dança nacionais e internacionais, como Ellas Crean (Madrid), Russafa Escènica (Valência), Quincena Metropolitana de Dansa (Barcelona), GraciasxFavor (Santander) , Competição Coreográfica de Hannover, Festival de Dança de Florença ou Festival Fringe de Istambul.

Duração: 20’

EM-NA, Esther Latorre and/e Hugo Pereira |ES| 

photo/foto: Carlota Mosquera

Creation and Performance: Esther Latorre and Hugo Pereira
Soundspace: BABYKATZE
Light Design: Pedro Fresneda
Photography: Carlota Mosquera
Management support: Manu Lago
Image Design: Marcia Vázquez
Costumes: Jandro Villa

Support for creation: Agadic, Xacobeo 21, Xunta de Galicia
With the support of: Teatro Ensalle Galicia Danza Contemporánea, INAEM, Ministerio de Cultura, Gobierno de España

“Where our touch begins, we are.
I am.
You are
Are we?
It is an occupation of reality, an achievement.
A search for familiar faces.
You flinch, lacking the touch, and you accept, sometimes without success.
The inhabited body.
The enigma body.”

EM·NA is based on the idea of ​​vibration as a manipulating element. It is an investigation into “subcutaneous acoustics” through vibration and the resulting silence in the body of the other. The relationship between the performers passes through different phases: compressing, stretching, changing the rhythm of their own vibration, and all this starting from their individual physicality.

The scenic composition of the bodies shows the different states and spaces of the same vibration through a contemporary, bare, raw and everyday physicality.
The strong presence of the Japanese world and spirit creates an aesthetic full of significant and blunt details. The duration of each movement almost resembles that of a thought, purpose or reflection. The piece, therefore, seeks to interweave order, chaos, passivity and the echo of the mind projected onto a changing body.
A “momentum” about how full and overflowing is the human mind and the need for silence.

EM·NA delves into our animal, instinctive and intuitive reality.
EM·NA speaks of what the body understands. Self-piracy.

Sensitive body
Home body
Enigma body
Social body
Inhabited body

From a very young age, Esther Latorre began her training and passion for dance and movement. In 2003, she immersed herself in the world of classical dance which, in the future, led her to explore new areas of the performing arts. Galician by birth, she completed her career by specialising and graduating in contemporary dance at the Conservatório Profesional de Danza de Lugo, forming part of what would be the first graduation of contemporary dance professionals in Galicia. Since then, she has worked with companies such as Jove Companyia de Danza Gerard Collins (Valencia), Moudansa (Valencia), Companhia de Dança do Norte (Portugal), Companhia Maduixa Teatre (winning Max award for the best street performance for “Mulïer”; Prémio Moritz Millor Estrena de Carrer 2016; Prémio Umore Azoka 2017 (Basque Country) and Prémio Artes Escénicas Valencianas del IVC in 2018). She received first prize at the Delmar Choreographic Competition (Valencia) with the piece “Aliquam” (choreography and performance) and won Best Contemporary Dance Performer at the 11th Gerard Collins dance competition. Since 2016 she has co-directed Colectivo Glovo with Hugo Pereira.

Hugo Pereira, born in Porto, began his training at Conservatório da JOBRA, from where he later graduated in 2015. He’s trained in contemporary dance with masters such as: Akram Khan Dance Company, Sagi Gross, Shirley Esseboom, Víctor Hugo Pontes, Inês Negrão, Bruno Alexandre, Carmela García, Julia Weh, Romulus Neag. He joined the cast of Companhia de Dança do Norte in their 2015-2016 production of “Barulhos Nossos” and has participated in several national and international creative festivals. 

He is currently immersed in the GLOVO project in which, together with Esther Latorre, he is developing his role as a creator and performer, forming part of several national and international dance networks, a highlight being his collaboration with Adolfo Domínguez (National Fashion Award 2019).

Colectivo Glovo was formed in 2016 by Esther Latorre (Spain) and Hugo Pereira (Portugal), becoming a creative space where both performers and choreographers jointly develop their most imaginative facets. Based in Galicia since 2019, it works in creation for both theatres and non-conventional spaces. Parallel to this creative facet, the company seeks to contribute to the artistic fabric of the community, generating spaces for collaboration with other artists, seeking to bring together the greatest number of creators, performers and restless body-minds.

Since its foundation in 2016, Colectivo Glovo has toured different countries including Spain, Portugal, Italy and Mexico, among others. With their first piece MAPA, they received different mentions at festivals such as Corto in Danza (Italy), La Espiral Contemporánea (Santander), as well as winning the public award at Festival Internacional de Danza Contemporánea y Certamen de Creación de Dúos y Sólos (Ourense) and First Prize at the Burgos – New York International Choreography Contest – Dancing with Stones category.

They participated in the Red Acieloabierto 2020 circuit and since 2018 have collaborated with the fashion brand Adolfo Domínguez (National Fashion Design Award 2019).

Duration: 20’

Website: www.colectivoglovo.com

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Criação e Interpretação: Esther Latorre e Hugo Pereira
Espaço sonoro: BABYKATZE  ​  
Desenho de luz:  Pedro Fresneda  
Fotografia: Carlota Mosquera  
Apoio de gestão: Manu Lago   
Desenho de imagem: Marcia Vázquez     
Figurinos: Jandro Villa

Apoio à criação: Agadic, Xacobeo 21 e Xunta de Galicia     
Com o apoio de: Teatro Ensalle, Galicia Danza Contemporánea, INAEM, Ministerio de Cultura, Gobierno de España

“Onde começa o nosso toque, estamos.
Estou.
Estás.
Estamos?
É uma ocupação da realidade, uma conquista.
Procura rostos conhecidos.
Titubeias carente de roce e aceitas, em ocasiões sem sucesso.  
O corpo habitado.
O corpo enigma.”

A peça EM·NA baseia-se na ideia de vibração como elemento manipulador. É uma investigação sobre a “acústica subcutânea” através da vibração e do silêncio resultante no corpo do outro. A relação entre os intérpretes passa por diferentes estados: comprimindo, esticando, mudando o ritmo da sua própria vibração, e tudo isso partindo da sua fisicalidade individual.

A composição cénica dos corpos mostra os diferentes estados e espaços duma mesma vibração através da fisicalidade contemporânea, nua, crua e quotidiana.
A forte presença do mundo e espírito japonês cria uma estética cheia de detalhes significativos e contundentes.
A duração de cada movimento quase parece a de um pensamento, propósito ou reflexão.
A peça procura, portanto, entretecer a ordem, o caos, a passividade e o eco da mente projetado no corpo
cambiante.
Um “momentum” sobre o tão cheia e desbordada que está a mente humana e a necessidade de silêncio.

EM·NA mergulha na nossa realidade animal, instintiva e intuitiva.
EM·NA fala do que o corpo entende. Autopirataria.

Corpo sensível
Corpo casa
Corpo enigma
Corpo social
Corpo habitado

Desde muito jovem, Esther Latorre começa a sua formação e paixão pela dança e o movimento. Em 2003, submerge-se no mundo da dança clássica que, num futuro, a levará a explorar novos âmbitos das artes cénicas. Galega de nascimento, completa a sua carreira especializando-se e graduando-se em dança contemporânea no Conservatório Profissional de Dança de Lugo, formando parte da que seria a primeira formação de profissionais da dança contemporânea da Galiza. Desde então, trabalhou com companhias como a Jove Companyia de Danza Gerard Collins (Valência), Moudansa (Valência), Companhia de Dança do Norte (Portugal), companhia Maduixa Teatre (Prémio Max de Melhor Espectáculo de Rua, por “Mulïer”; Prémio Moritz Millor Estrena de Carrer 2016; Prémio Umore Azoka 2017 (País Vasco) e Prémio Artes Escénicas Valencianas del IVC em 2018). Recebeu o primeiro prémio do Certame Coreográfico Delmar (Valência) com a peça “Aliquam” (coreografia e interpretação) e o Prémio de Melhor Intérprete de Dança Contemporânea no 11º concurso de dança Gerard Collins. Desde 2016 codirige o Colectivo Glovo juntamente com Hugo Pereira.

Hugo Pereira, natural do Porto, começa a sua formação no Conservatório da JOBRA, onde posteriormente se gradua em 2015. Recebe diversas formações em dança contemporânea com mestres como: Akram Khan Dance Company, Sagi Gross, Shirley Esseboom, Víctor Hugo Pontes, Inês Negrão, Bruno Alexandre, Carmela García, Julia Weh, Romulus Neagu. Integrou o elenco da Companhia de Dança do Norte na produção 2015-2016 “Barulhos Nossos”, e participou em diversos festivais nacionais e internacionais de criação.

Atualmente está imerso no projeto GLOVO no qual, junto com Esther Latorre, desenvolve a sua tarefa como criador e intérprete, formando parte de diversas redes nacionais e internacionais de dança. Destaca a sua colaboração junto a Adolfo Domínguez (Prémio Nacional de Moda 2019).

Colectivo Glovo nasce em 2016 dirigido por Esther Latorre (Espanha) e Hugo Pereira (Portugal) criando um espaço de onde ambos, intérpretes e coreógrafos, desenvolvem em conjunto a sua faceta mais imaginativa. Com sede na Galiza desde 2019, trabalha na criação tanto para teatros como para espaços não convencionais. Paralelamente a esta faceta criativa, a companhia procura contribuir para o tecido artístico da comunidade gerando espaços de colaboração com outros artistas, procurando a aproximação entre o maior número de criadores, intérpretes e mentes-corpo inquietas.

Desde a sua fundação em 2016, Colectivo Glovo percorreu diferentes países como Espanha, Portugal, Itália ou México, entre outros. Com a sua primeira peça M A P A, recebeu diferentes menções em festivais como Corto In Danza (Itália), La Espiral Contemporánea (Santander), assim como o prémio do público no Certamen Coreográfico Internacional de Solos y Dúos Sólodos En Danza (Ourense) ou o Primeiro Prémio no Certamen Coreográfico Internacional de Burgos – Nueva York – Bailando con Piedras. 

Participou no circuito Red Acieloabierto 2020 e desde 2018 colabora com a marca de moda Adolfo Domínguez (Prémio Nacional de Desenho de Moda 2019).

Duração: 20’

Website: www.colectivoglovo.com

AGANIS (excerpt/excerto), Giovanni Gava Leonarduzzi |IT| 

photo/foto: Giovanni Leonarduzzi

Choreography: Giovanni Gava Leonarduzzi
Performance: Lia Claudia Latini, Aurora Conte, Sara Bravin, Ludovica Ballarin e Tjasa Bucik
Music: Wagner, Tristan und Isolde
Light Design: Stefano Mazzanti
Sound: Maurizio Cecatto

Production: Ce.Ri.Da. association

The Aganis, belong to an ancient legend of Friuli Venezia Giulia, a region in the north-east of Italy. 
It is said that it was possible to see these aquatic nymphs dancing in the moonlight. 
Like the flow of water, in certain circumstances they would be very sweet, in others extremely turbulent, sometimes seductive girls, sometimes old harpies.
A dance that comes from the breaking matrix tells a story with ancient origins. 
A young language at the service of an ancient tradition.

Giovanni Gava Leonarduzzi began as a dancer in the breakdance world, where he has been active since 1997. He started quickly to look for an alternative road in this kind of movement, trying to create his own identity and creating a new language, called “experimental”. Everything he had created in these 20 years was born from the footwork that involves the use of hands and feet in the floorwork. He started a research beyond the simple gesture, the break dance. From 2012 he has been working on two parallel projects: breakdance performer and choreographer and performer of Bellanda Company.

In 2012, Bellanda Company was born, founded by Giovanni Gava Leonarduzzi. It was the evolution of an original breakdance crew, from members of a team that wanted to put themselves in a different perspective, through a deep search for movement and physical language, that from urban roots pushes towards a choreutic writing of contemporary dance. In 2017, Giovanni Leonarduzzi and Claudia Latini decided to give life to the cultural association Ce.Ri.Da. (Centro Ricerca Danza), becoming respectively president and vice president. Ce.Ri.Da. was born to share and disseminate dance and at the same time promote and support the new emerging realities of dance by offering a multifunctional and “protected” space. Since 2017, Bellanda Company and Ce.Ri.Da. act in synergy in the creation, research and dissemination of dance.

Duration: 12’

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Coreografia: Giovanni Gava Leonarduzzi
Interpretação: Lia Claudia Latini, Aurora Conte, Sara Bravin, Ludovica Ballarin e Tjasa Bucik
Música: Wagner, Tristan und Isolde
Desenho de luz: Stefano Mazzanti
Sonoplastia: Maurizio Cecatto

Produção: Ce.Ri.Da. association

As “Aganis” pertencem a uma antiga lenda de Friuli Venezia Giulia, uma região do nordeste da Itália. Diz-se que foi possível ver essas ninfas aquáticas a dançar ao luar. Como o fluxo da água, em certas circunstâncias seriam muito doces, em outras extremamente turbulentas, às vezes sedutoras, outras vezes velhas harpias.
Uma dança que vem da matriz do break conta uma história com origens antigas.
Uma língua jovem ao serviço de uma tradição milenar.

Giovanni Gava Leonarduzzi iniciou-se como bailarino no breakdance, onde está ativo desde 1997. Rapidamente começou a procurar um caminho alternativo e a tentar criar a sua própria identidade e uma nova linguagem, a que podemos chamar “experimental”. O que criou nestes 20 anos nasceu do footwork, que envolve o uso das mãos e dos pés no floorwork. A partir da pesquisa sobre os gestos do break dance, partiu para a abstração do movimento daí nascido. Desde 2012 trabalha paralelamente em dois projetos: como bailarino de breakdance e coreógrafo e bailarino da Bellanda C.

Em 2012 nasceu a Bellanda Company, fundada por Giovanni Gava Leonarduzzi. Foi a evolução de uma equipa de breakdance que pretendia colocar-se numa perspectiva diferente, através de uma pesquisa aprofundada do movimento e da linguagem física, que a partir das raízes urbanas parte para uma escrita coreográfica de dança contemporânea. Em 2017, Giovanni Leonarduzzi e Claudia Latini decidiram dar vida à associação cultural Ce.Ri.Da. (Centro Ricerca Danza), tornando-se respectivamente presidente e vice-presidente. Ce.Ri.Da. nasceu para partilhar e divulgar a dança e ao mesmo tempo promover e apoiar as novas realidades emergentes da dança, oferecendo um espaço multifuncional e “protegido”. Desde 2017, Bellanda Company e Ce.Ri.Da. atuam em sinergia na criação, pesquisa e divulgação da dança.

Duração: 12’

Total duration/Duração total: Aprox. 90’
Ages/Classificação etária: 6 and above/ Maiores de 6
Price/Preço: 6€ | 3€ for youth and senior citizens/para jovens e seniores

Information/Informações: 212 583 175 | quinzena@cdanca-almada.pt 
Tickets and reservations/Reservas: 212 724 922 | auditorio@cma.m-almada.pt