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Ao comemorar a vigésima edição da “Quinzena de Dança de Almada”, temos sentimentos ambíguos relativamente à comemoração de um aniversário tão significativo: por um lado, o desejo de partilhar o acontecimento com todo o público e artistas que sempre nos têm apoiado, por outro lado as dificuldades financeiras acrescidas pela situação nacional, que não nos permitem celebrar com o entusiasmo que gostaríamos. A campanha “O meu 20” teve a adesão de dezenas de participantes, na sua maioria apoiantes anónimos mas fieis, o que muito nos congratula e tem um sabor especial, que iremos compartilhar. Afinal, 20 anos já representam uma maturidade que nos anima e responsabiliza.

A organização manteve-se fiel a uma linha de programação que valoriza a arte da Dança Contemporânea nas suas diferentes técnicas e estéticas, dando lugar à apresentação de trabalhos que vão de formas mais estabelecidas a pesquisas mais conceptuais e inovadoras, abrindo também lugar a tendências atuais de transculturalismo e inclusão. Apesar de todas as dificuldades, este festival tem crescido e ganho internacionalização através de parcerias e intercâmbios diversificados.

Além dos espetáculos formais e informais, 20ª edição da QDA incluirá uma conferência internacional que decorrerá sob o tema “Corpos (Im)Perfeitos na Performance Contemporânea”. A ideia é explorar a inclusão de não-bailarinos, de corpos com alguma deficiência ou de tipos de corpos não-estereotipados, na criação da performance contemporânea e abrir novos caminhos para a compreensão da dança como forma de arte acessível a todos. Em ligação com a conferência, teremos a apresentação de uma companhia inclusiva profissional, “Company Christina Tingskog”, e de um novo trabalho do núcleo “4º coletivo”, bem como a apresentação do resultado do workshop desenvolvido com um grupo de população sénior, orientado pela artista Porto-riquenha Myrna Renaud.

Tal como em anos anteriores, teremos a apresentação da já esperada Plataforma Coreográfica Internacional, desta feita aberta a diferentes espaços em Almada, Lisboa (CCB) e Sesimbra, com a participação de coreógrafos de diferentes partes do mundo.

Teremos também a estreia de um novo programa da Companhia de Dança de Almada e a apresentação da Companhia de Paulo Ribeiro, com a reposição de uma das suas peças mais marcantes, “Sábado 2”.

A comemoração do ano internacional do envelhecimento ativo impulsionou a organização a convidar comunidades locais, tais como universidades e residências para séniores, proporcionando a estas populações a assistência a espetáculos e a participação em workshops, apresentações e debates.

A programação inclui ainda workshops e aulas abertas para diferentes públicos, promovendo a inclusão e o contacto direto com a comunidade, e o Laboratório de Pesquisa em Artes Cénicas de Múrcia apresentará também o resultado de uma residência desenvolvida no festival, com participantes de diferentes origens.

A mostra de vídeo-dança selecionada entre dezenas de propostas será apresentada em diversos espaços comerciais (FNAC de Lisboa e Almada), cénicos (Espaço Cine Incrível) e universitários (Faculdade de Motricidade Humana).

Afinal, o festival continua a ter por objetivos desenvolver situações de interação entre os bailarinos contemporâneos, criadores e técnicos de vários países e culturas, promovendo a apresentação de espetáculos importantes para a comunidade nacional da dança; a mostra de novas criações a diferentes públicos; a oferta de novas experiências de dança a diversos grupos da comunidade local; e a comunicação entre artistas, académicos e o público em geral.

Esperamos que aproveite e aprecie o festival tanto quanto nós gostámos de o organizar!